António Costa avisa: “Planeiem as férias de verão cá dentro”

Data quarta-feira, 15 abril 2020
Origem NIT
Autor Sofia Robert




"Numa entrevista ao "Observador", o primeiro ministro diz acreditar que os portugueses poderão gozar as férias, mas em Portugal."

O primeiro ministro, António Costa, deu uma entrevista à Rádio Observador esta terça-feira, 14 de abril, onde abordou vários temas referentes à situação atual do País.

Em primeiro lugar, sublinhou que antes de maio, não haverá espaço para alívio das restrições impostas para prevenir o contágio do novo coronavírus, uma vez que qualquer “alívio das medidas aumenta o risco de contágio”, referiu, citado pelo “Observador”.

O primeiro ministro garantiu que a retoma de todas as atividades será “gradual e progressiva” e irá depender das regiões do País e da idade da população. É o caso dos idosos, que poderão ter se manter resguardados até ao final do ano, como defendeu a presidente da Comissão Europeia.

António Costa admitiu ainda que é possível que tenhamos de lidar com o vírus durante mais um ano, e que terá de ser feita uma gestão do regresso das atividades económicas, evitando o aumento de contágios descontrolado.

Outro dos temas abordados prende-se com as férias de verão. O primeiro ministro acredita que será possível que os portugueses as possam gozar. No entanto, na sua opinião, estas não devem ser já marcadas, nem devem ser marcadas para fora do País, para que as pessoas não sejam surpreendidas com cancelamentos de voos ou encerramento de fronteiras que possam acontecer.

“Até ao verão a situação deverá estar minimamente controlada para podermos ter as férias e para as podermos gozar”, disse. “Planeiem as férias cá dentro.”

Sobre o próximo ano letivo garante: “Temos de estar preparados para esta situação sem termos de improvisar como agora.” O primeiro ministro garantiu ainda que o governo está a trabalhar com as operadoras e as indústrias para que se garanta que as redes e equipamentos de quem atualmente não tem acesso estejam a funcionar.

“Há equipamentos de proteção individual, não podemos estar um ano inteiro confinados em casa, mas também temos estes equipamentos digitais porque pode haver picos. Nessas situações temos de ter uma rede de segurança para continuar a funcionar”, rematou.

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